sexta-feira, 3 de abril de 2015

E o mundo gira, e não pára e tem tanto o que preciso fazer...




Está de noite, e amanhã terei plantão de novo, o cansativo, muitas vezes, não é trabalhar... mas muitas vezes com quem trabalhamos.
Em um dos meus empregos, um público que fiz concurso, já tenho "praticamente" as mesmas pessoas sempre nos plantões, porque muitas vezes nossas escalas fazem com que tenhamos horários diferentes, mas sempre estamos na maioria juntos e fica um plantão bom, pois todas as pessoas são legais.
Tem um outro que não faço plantão e no outro que é um Hospital privado, ou particular este é que é difícil... alguns colegas são tão difíceis, meio vilões, meio querendo "puxar seu tapete", meio, isso, meio aquilo... e não acredito em meios, acredito no inteiro, inteiro amigo, inteiro fiel, inteiro amor, inteiro sim pois a metade não é completa, não traz confiança, não fica em pé, não existe algo pela METADE, metade para mim é nada.

Queria vir mais aqui no Blog, mas são tantas coisas para fazer,muito trabalho e também tenho que ter tempo para a família: somos completos! Minha família é completa, não  é pela metade.

Estou novamente mudando horários, pode parecer estranho, mas os médicos na maioria são assim, temos meses com mais plantões, meses que vamos mais para a semana, e meses que encaramos tudo, Estou em um mês destes: encarando tudo, então estarei trabalhando nas segundas de novo, na verdade todos os dias da semana e pela manhã e tarde e finais de semana quase todos...

É difícil ser filho de médico(a), nunca estou com meu filho. Muitas vezes, para um feriado no ano, estarei outros cinco ou mais ausente, trabalhando.Tem dias que tenho um gás incrível, uma força, uma vontade, mas tem outros que quero colo, quero tempo, quero paz, quero uma noite de sono sem ter que acordar cedo no outro dia, ou mesmo se acordar, poder voltar e saber que tenho tempo.




Lembro quando adolescente, que ouvia Renato Russo cantar: "temos todo tempo do mundo", e eu acreditava nisso, mas não é verdade o tempo passa, a rotina nos engole, o trabalho, a correria, e depois olhos as fotos, hoje em dia em computadores e celulares, não são mais fotos em álbuns e tenho saudades: do tempo mesmo de álbuns de fotos, do meu cabelo comprido, da época que fiquei ruiva, de estar com colegas do colégio de uniforme, rindo cabelos ao vento, na praia, e principalmente de saber que meu pai ainda estava comigo, ele era tão forte, resolvia tudo, nunca, nunca pensei em perdê-lo, em de repente ele sumir da minha vida e nunca mais ouvir a voz, sentir o cheiro, a presença, e é para nunca, nunca mais.

É assim a vida, bela, tem coisas lindas, pessoas que amamos com um amor tão intenso que nem sabemos como explicar e tem o medo, de termos que ser fortes sempre, o cansaço, de ver aquela "estrada" na frente e pensar que já não há tanto tempo assim, já "muitos se perderam no caminho" e que eu não posso parar, tenho que continuar, tenho responsabilidades, tenho contas, tenho trabalho, tem muita coisa, mas...e meu tempo? Será que vou ter um tempo para mim? Um ano só meu filho e eu? 

Todo mundo tem dias assim, ninguém é super sempre, nem incansável.





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